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Pró Vida completa 10 meses de parceria com o Instituto Mackenzie

Entidades desenvolvem projeto para mensurar a importância da prática esportiva no tratamento de dependentes químicos.

    O Centro de Tratamento Alternativo Pró-Vida, durante os 16 anos de sua existência, sempre enfatizou a importância da prática de atividades físicas no tratamento a dependentes químicos e portadores do HIV. O termo atividade física na concepção da instituição refere-se, aos exercícios executados com o fim de manter a saúde física, mental e espiritual.
Sob esta compreensão o Pró-Vida inseriu o esporte em seu programa de tratamento conciliando o processo de resgate físico e mental dos alunos por meio da  prática esportiva. A percepção do campo de atuação surge durante o período de tratamento, onde muitas dificuldades são observadas em decorrência das comorbidades apresentadas pelo uso de substâncias psicoativas, como crises de abstinência, baixa auto-estima, desmotivação para o tratamento, doenças provenientes da própria realidade, debilitação física, entre outros fatores. Compreendeu-se então a necessidade de desenvolver uma ação que pudesse identificar e mensurar a importância da atividade física como ferramenta no desenvolvimento e na motivação dos internos durante o programa de tratamento.

    O Instituto Mackenzie e o CTA Pró-Vida completam 10 meses desta parceria composto por dois projetos entre eles, o Projeto Esporte a Favor da Vida. O Convênio de Cooperação Sócio Educacional firmado entre as duas entidades permite comprovar que o esporte promove melhorias na qualidade de vida, no desenvolvimento do tratamento e na saúde física e mental dos internos.
Os resultados que se mostram no decorrer da execução do projeto são relevantes tendo em vista a realidade individual física e psicológica que cada um apresenta. Fatores como genética, tipos de drogas consumidas e acúmulo de gordura desafiam os dados desta pesquisa, mas são insignificantes frente aos favoráveis índices de perseverança dos internos. O Projeto tornou-se referência por sua metodologia e já foi apresentado como propostas a comunidades terapêuticas que consideram o esporte relevante tanto em ações de prevenção como no tratamento à dependência química.